13 de dezembro de 2011

Tamanha felicidade


Tamanha felicidade passageira
Diante dos meus olhos você se esvai
Some de minha vida de repente
Como saber se voltará para mim?

Tamanha felicidade reluzente
Tua luz se apaga cada vez mais
Antes que o escuro se faça presente
Como saber se voltará a brilhar?

Tamanha felicidade indigente
Sumiu sem dizer quem és tu
Agora no âmbito da solidão
Como saber quem será você?

Tamanha felicidade traiçoeira
Não disse que a tristeza te acompanha
Que fica à espreita de sua partida
Para aumentar o vazio que tu provoca.

Tamanha felicidade reincidente
Vem e volta de demasiadas formas.
Prefiro sofrer em te ter por pouco tempo,
Que não procurar mais tê-la em minha vida.

Onde está o amor?


O vermelho que vejo no mundo
No chão se desprende da vida
Representa a triste partida
Do amor que não voltará

Esse vermelho que inunda meu ser
Em meu corpo me dá força
Em meu coração me dá felicidade
Difunde e se confunde com o amor

Esse vermelho que vejo nas ruas
Representa vidas perdidas no tempo
Antagônico ao que se espera do homem
Avesso ao amor que ficou para trás

Hoje o vermelho não é mais o amor.
Onde está o amor?
Morto na rua, estirado, apagado pelo ódio.
Esquecido pelo tempo e pelo homem.

O amor que existira e se foi
Foi-se ao redor daquele que amou,
Em uma tentativa de se mostrar
O sangue vivo tentou lembrar o que é amor
Para aqueles que têm ódio em amar.

De onde venho


Os dias e as noites passam
As horas se perdem no tempo
Preso no acaso da solidão
De não ter para onde seguir
Não ter como compartilhar
Esse momento feliz de estar aqui
Esse sorriso e esse olhar
Tudo que me faça lembrar

De onde venho e como cheguei até aqui
E com um sorriso passo a bola para frente
O que me importa é chegar ao final
Poder dizer que fiz tudo o que queria
E fiz todo o possível para ser feliz.

As semanas passam como vento
O tempo não se faz presente
Preso na solidão que apavora
De não ter alguém para amar
Não ter com quem compartilhar
Esse momento feliz de estar aqui
Esse sorriso e esse olhar
Tudo que me faça lembrar

De onde venho e como cheguei até aqui
E com um sorriso passo a bola para frente
O que me importa é chegar ao final
Poder dizer que fiz tudo o que queria
E fiz todo o possível para ser feliz.

7 de novembro de 2011

Que dure o quanto durar o brilho das estrelas.


Que dure o quanto durar o brilho das estrelas,
Que perdure até o último e doce suspiro,
Com você ao meu lado consigo ver além do vidro
Que separa o presente do futuro
Vejo que o futuro sem você não será o mesmo.
Uma promessa de amor tem o valor de uma eternidade
Até quando de nós só restarem lembranças
Serão das que estamos juntos e felizes
Dos beijos e trocas de olhares sinceros.
Lembro-me de você sentada na escada a sorrir pra mim
A dizer que tudo ficaria bem.
Lembro-me de ouvir você falar em viajar pelo mundo,
Mas só o faria se fosse comigo ao seu lado.
O que eu faço agora sem você para me guiar pelo mundo?
Não sei em que direção olhar ou seguir,
Levo uma foto sua a todos os lugares que nunca fomos,
Apenas para te mostrar lugares que nunca viu,
Pois sei que aonde vou você vai estar comigo.
Em cada momento feliz ou triste,
Em cada sorriso ou lagrima você vai estar aqui.
Na busca de um motivo de continuar,
Relembro de te prometer nunca desistir de ser feliz,
Mas não sabia que ia ser tão difícil.
Entrar em casa é como voltar ao passado,
Por isso me mantenho tão distante.
Preciso preencher parte do vazio que você deixou,
Fico com medo de esquecer o meu lugar no mundo,
Mas sei que existe um lugar bem ao seu lado.
Hoje caminhei pelas ruas sem rumo,
A procura de um lugar onde pudesse encontrar,
Alguma lembrança para te dar.
Sei que ando por muitos caminhos
Aparentemente perdido ou desnorteado,
Mas com a certeza de que qualquer um deles vão me levar a você!

5 de setembro de 2011

Complexo da existência.


Por trás do sol que se põe
Existem caminhos obscuros
Que estendem nosso pensamento
Sobre o que existe no universo
Qual o significado de nossa existência?
Por onde quer que olhe a noite
Vê-se estrelas dançando sobre nós.
Em uma visão presente do passado,
Vemos o que pode não mais existir.
Como a existência pode ser tão abstrata?
É difícil crer que ainda não existimos para as estrelas.
As nuvens tempestuosas que se aproximam
Escondem o céu e o brilho das estrelas
Expõe toda a sua violência e instabilidade
É evidente toda a sua imprevisibilidade.
Algumas coisas repentinamente deixam de existir.
A existência é uma eterna incógnita
Hoje nós 'existimos', mas o amanhã não se sabe
Sabe-se que estamos fadados a desaparecer,
Talvez sem saber o sentido de estarmos aqui.
Sem entender porque nascemos para morrer
O que alguns veem como a sua vida
Vejo como o difuso complexo da existência.