14 de janeiro de 2014

Quando os pensamentos se tornam iguais,
As palavras parecem se tornar mais fáceis,
O medo se vai junto ao vento outrora gelado,
O que parecia ser impossível já não parece mais.

A vida ganha novos tons de felicidade,
Com o tempo surgem novas lembranças,
Para cada uma um novo sorriso,
As dúvidas perdem o lugar para certezas.

Olho para o caminho da minha vida,
Ele parece menos assustador com você,
Porque precisamos de amor para ser fortes,
O amor que meu coração veio lhe dar.

O meu coração agora bate a sua porta,
Esperando que o deixe entrar e conversar,
Mostra-te como ele agora bate por você,
Em uma sintonia perfeita com o seu.

9 de janeiro de 2014

O doce ardor do fogo que queima e não se vê,
Um incêndio que se não controlado se espalha,
Uma chama inconstante que dança sem parar,
Um elemento que se alimentado não se apaga.

Esse fogo que hoje parece ser parte do meu ser,
Já fora apenas palha e madeira molhada,
No aguardo de calor para se esquentar,
Na esperança de uma faísca para se acender,

Esse fogo que hoje cuido com carinho,
Começou pequeno, quase se apagando,
Cuidei dele, o vi crescer e tomar forma,
Mas hoje já o deixo tomar conta de mim.

Esse fogo que queima e não se vê,
É o fogo que aquece em dias frios,
Que espanta a escuridão nas noites,
Que afasta a tristeza do coração.

Esse fogo incontrolável, 
Por muitas vezes me controla,
Por varias vezes exagera,
Por outras vezes erra.

É esse fogo que dança em meu interior,
Que faz querer cantar em dias ruins,
Que faz querer lutar nas dificuldades,
Que faz cuidar e amar sem nada a esperar.

É esse fogo que eu alimento,
O mesmo que também me alimenta,
Que cada dia que passa, cresce,
 E cresce também o meu amor.
Vejo uma primavera sem jasmins
Um outono sem folhas no chão
Vejo um inverno sem chuvas
Um verão sem sol
Vejo a saudade na ânsia de acabar
Um ou outro amor lutando para amar
Vejo pessoas e pessoas, situações e situações.
Uma ou outra maneira de perder toda razão.
Vejo um incansável busca pela felicidade
Uma ou outra pessoa sem a encontrar.
Inicialmente limitado pelas palavras,
Pois estas parecem querer fugir,
Percebo um enigmático bloqueio poético,
Na inexpressividade do pensamento.


Os versos estão aprisionados por correntes,
As chaves encontram-se perdidas, esquecidas,
Obscurecidas na inconsciência, junto ao passado,
Na mais profunda imensidão do ser humano.


Contido pela fronteira dos sentimentos,
Que não por falta, mas por excesso se difundem,
Confundem-se, tornando-os mais um obstáculo,
Outra pedra da muralha que me separa do eu poético.


Abarcado nesse mar de situações hipotéticas,
Alço voo, voraz como um albatroz,
Visitando lugares que só a imaginação alcança,
Viajando sem rumo à procura de poesia.
No alto da montanha repousam meus sonhos
Esperando por minha escalada rumo a eles
No alto da montanha repousam minhas esperanças
Aguardando apenas um pouco mais de fé

Na floresta se escondem meus segredos
Aguardando a coragem da verdade
Na floresta se escondem meus medos
Esperando serem enfrentados e superados

No fogo queimam meus arrependimentos
Esperando que acabe com lenha que o alimenta
No fogo queimam meus erros
Aguardando que eu aprenda com eles

Nas estrelas se encontram minhas dúvidas
Aguardando que o tempo possa sana-las
Nas estrelas se encontram minhas lembranças
Esperando para que eu possa conta-las.

No mar navegam meus sentimentos
Esperando viajar por todas as direções
No mar navega o meu amor
Aguardando um lugar onde possa aportar